
O Trap Brasileiro é a vertente nacional do trap (subgênero do hip-hop) que ganhou força a partir de 2015–2016, misturando a estética do trap de Atlanta com linguagem, vivências e sonoridades do Brasil.
Características principais
- Beats: 808 pesado, hi-hats rápidos, claps secos, ambiência sombria ou minimalista.
- Letras: ascensão social, rua, luxo, conflitos internos, lifestyle, crítica social — tudo em português (com muitas gírias regionais).
- Flow: variação entre rap melódico, autotune e rimas mais agressivas.
- Estética: moda streetwear, visual dark/luxo, influência do funk, R&B e até do drill.
Artistas e coletivos que marcaram o gênero
- Pioneiros/primeira onda:
- Matuê, Raffa Moreira, Sidoka, Derek, Recayd Mob (Derek, Dfideliz, Jé Santiago, MC Igu, etc.)
- Nova geração / consolidação:
- Teto, WIU, L7NNON (transita entre trap/rap/pop), Veigh, KayBlack, Orochi
- Mulheres no trap:
- Tasha & Tracie, Duquesa, Karol Conká (com fases trap), AJULIACOSTA
Cenas regionais
- Nordeste: muito forte (Fortaleza, Salvador) — Matuê, 30PRAUM.
- São Paulo: epicentro criativo (Recayd, cenas independentes).
- Rio de Janeiro: mistura com funk, drill e rap melódico.
Impacto cultural
- Dominou charts, festivais e streaming no Brasil.
- Influenciou moda, linguagem jovem e até o pop mainstream.
- Hoje dialoga com funk, afrobeat, drill e pop sem perder identidade.

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